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Suíça continua em primeiro no ranking da gestão de fortunas

A praça "Paradeplatz" em Zurique, onde estão as sedes dos mais importantes bancos da Suíça. © Keystone / Gaetan Bally

A Suíça é o primeiro país em gestão de fortunas apesar da diminuição do fluxo de capitais em 2020, informa o estudo de uma consultoria. Os centros líderes de gestão de riqueza internacional se saíram surpreendentemente bem durante a pandemia de Covid-19.

Este conteúdo foi publicado em 07. outubro 2021 - 14:00
Deloitte/Keystone-SDA/ilj

Os bancos suíços tinham em 2020 aproximadamente 2,6 trilhões de dólares em ativos, seguida do Reino Unido e Estados Unidos, informou a Deloitte na quinta-feiraLink externo. Seus analistas compararam os centros de gestão de fortuna em todo o mundo em termos de tamanho de ativos, competitividade e desempenho.

Diferença para o Grã-Bretanha e EUA

Entretanto, os EUA, Grã-Bretanha e Luxemburgo recuperaram mais rapidamente após a primeira onda de Covid-19 (com 14,8%, 12,7% e 20,7% de crescimento respectivamente), relatou Deloitte.

Em contraste, a Suíça teve um crescimento de apenas 7,3% em 2020, abaixo da taxa média ponderada de crescimento de 10,6% para os nove lugares medidos. O país também não foi capaz de atrair quantidades significativas de novos ativos líquidos, constatou o estudo.

"A gestão de riqueza internacional teve um ano de muito sucesso, mas a Suíça não conseguiu acompanhar o desenvolvimento geral do mercado. A distância entre a Suíça, Grã-Bretanha e os EUA está diminuindo", declarou Patrik Spiller, analista da Deloitte Suíça. Mas acrescentou que "os gestores de riqueza suíços são claramente os líderes mundiais quando se trata de competitividade".

Competitividade

Neste quesito a Suíça manteve sua posição de liderança, seguida por Cingapura e Hong Kong. Mas a consultoria destacou dois pontos fracos: o mercado doméstico suíço menor e a menor rentabilidade relativa de seus fornecedores de gestão de riqueza.

"Agora é o momento para os gestores de fortunas suíços introduzirem rapidamente novos modelos de interação digitalmente habilitados com os clientes e ofertas de produtos melhoradas, permitindo que os clientes possam facilmente acessar os mercados privados, moedas criptográficas e ativos tokenized", disse Spiller.

A Deloitte também recomendou que os gestores de fortunas dêem ênfase aos investimentos ambientais, sociais e de governança, bem como à privacidade e à digitalização.

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