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Solidariedade Suíça comemora 75 anos

A ministra suíça do Meio Ambiente, Simonetta Sommaruga. ajudando a arrecadar fundos para a Solidariedade Suíça em 2015. Keystone / Walter Bieri

Operando há 75 anos, a fundação Solidariedade Suíça se tornou uma das importantes órgãos de ajuda na Suíça. Até o momento, o chamado "braço humanitário" da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR) já arrecadou quase dois bilhões de francos para as suas campanhas.

Este conteúdo foi publicado em 29. setembro 2021 - 10:00

A Solidariedade SuíçaLink externo é uma das instituições de caridade mais importantes do país. Em setembro, f fundação celebra seu 75º aniversário iniciando uma campanha especial de arrecadação de fundos para crianças carentes.

Sua história começou em 1946, em Lausanne (cantão de Vaud). No final da II Guerra Mundial, uma grande parte da população suíça vivia na pobreza, sobretudo mães solteiras. Roger Nordmann e Jack Rollan, dois apresentadores do canal público de rádio da Suíça francófona (na época chamada Radio Sottens, e que depois daria origem à atual Rádio e Televisão da Suíça Francófona RTS), tiveram a ideia de criar um canal de solidariedade com seus ouvintes para apoiar concidadãos afetados pela guerra.

A primeira campanha de doações foi divulgada por rádio em 26 de setembro de 1946. Posteriormente a emissão se transformou em um programa semanal chamado "La Chaîne du Bonheur" (n.r.: A Cadeia da Boa Sorte). Seu objetivo era coletar ajuda humanitária instigando o espírito de solidariedade entre a população. Uma das primeiras campanhas permitiu, dentre outros, trazer órfãos de guerra britânicos para passar as férias na Suíça.

No início, as doações eram principalmente em espécie: livros, sapatos, colchões, roupas quentes e outros. O estúdio de Lausanne recebia centenas de caixas de vários materiais, distribuídos posteriormente pela Cruz Vermelha Suíça, o primeiro parceiro oficial da fundação.

A ideia nasceu na Suíça francófona, mas logo se espalhou pelo país: "Glückskette", na parte germanófona 1947; e Ticino "La buona azione" em 1948, que mais tarde passou a se chamar "Catena della Solidarietà". A primeira coleta nacional foi feita para ajudar soldados gravemente feridos devido a um envenenamento acidental por vazamento de óleo.

De 1948 a 1968, colaborou com mídias de países vizinhos da Suíça, o que deu uma dimensão europeia às suas operações.

Em 1954, o programa semanal de rádio foi interrompido, mas nos anos seguintes, a Solidariedade Suíça voltou ao ar como reação a catástrofes que viriam ocorrer.

O "braço humanitário" da TV e rádio públicas do país

Solidariedade Suíça está integrada há 37 anos na SRG SSR, o grupo suíço de radiodifusão pública do qual faz parte a SWI swissinfo.ch.

Em 1983 se tornou uma fundação independente devido ao número crescente de atividades de captação de recursos e à profissionalização de suas atividades.

É considerada seu "braço humanitário". Cinco membros do conselho de curadores da fundação vêm da SRG. Seu presidente é Pascal Crittin, atual diretor-geral do canal francófono RTS. Em nível operacional, a SRG divulga as campanhas de Solidariedade Suíça através de seus diversos canais e plataformas.

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Mais de cinco mil projetos na Suíça e exterior

Ao longo dos anos, Solidariedade Suíça expandiu sua gama de atividades. Uma de suas prioridades é ajudar as pessoas necessitadas na Suíça, especialmente crianças. Mas suas campanhas de arrecadação de fundos também se concentram na recuperação de áreas atingidas por desastres naturais e no apoio às vítimas de conflitos e epidemias em muitas partes do globo.

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A maior campanha na história da fundação ocorreu em 2004-2005 após o tsunami no sudeste asiático, quando pouco mais de 227 milhões de francos foram arrecadados. Na Suíça a maior operação ocorreu em 2000: no ano foram doados 74 milhões de francos suíços para apoiar as vítima das fortes tempestades que atingiram Gondo, no cantão do Valais.

Desde a eclosão da pandemia de Covid-19, a fundação arrecadou 43,5 milhões de francos suíços e apoiou mais de 1,7 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, os fundos também foram destinados à seis milhões de pessoas em 17 países.

Solidariedade Suíça distribui os fundos recolhidos através de 24 organizações parceirasLink externo, dentre elas a Médicos Sem Fronteiras, Helvetas, Cruz Vermelha e Caritas.

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Como doar?

As doações podem ser feitas diretamente através do siteLink externo da Solidariedade Suíça ou depósito na conta 10-15000-6 no Banco dos Correios Suíços (Postbank). As doações podem ser destinadas a uma das campanhas atuais (por exemplo, Afeganistão, terremoto no Haiti ou campanhas de coronavírus) ou você pode deixar a organização decidir onde os fundos serão mais úteis.

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Desde sua fundação, há 75 anos, Solidariedade Suíça já arrecadou 1,9 bilhões de francos suíços destinado a 260 campanhas, tornando-a a maior doadora de ajuda humanitária do país. Segundo a organização, esses fundos apoiaram cerca de 5.100 projetos.

A próxima operação será a coleta de aniversário, organizada de 12 a 17 de dezembro, em colaboração com a SSR. Catherine Baud-Lavigne, diretora adjunta da Solidariedade Suíça, diz que o foco será nas crianças necessitadas na Suíça e no mundo inteiro. "A solidariedade com as crianças é essencial para melhorar seu futuro e muitas vezes é indispensável para sua sobrevivência", afirma.

Adaptação: Alexander Thoele

Pesquisa de  opinião

Em cooperação com o Instituto Sotomo e com o apoio do SRG, a Solidariedade Suíça realiza uma pesquisa de opinião no país. Os resultados serão publicados em novembro.

Você concorda com a seguinte afirmação: "Fazer o bem aos outros traz felicidade"? Quem mais merece seu apoio? O que o motiva a fazer uma doação? Quanta solidariedade você sentiu durante a pandemia de Covid-19?

Dê sua opinião participando da pesquisaLink externo.

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