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Sindicatos se preparam contra reforma da previdência

Uma mulher usando uma camiseta com o slogan, "Touche pas à ma retraite" [Não toque na minha aposentadoria]. As mulheres são particularmente afetadas pelas mudanças propostas para o sistema previdenciário, dizem os sindicatos suíços. Keystone / Martial Trezzini

A briga sobre as reformas do regime da previdência na Suíça continua. Os sindicatos rejeitaram as últimas propostas e convocaram uma manifestação nacional em Berna para 18 de setembro.

Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2021 - 15:00
swissinfo.ch/fh

As reformas do sistema público de aposentadoria que estão sobre a mesa são uma afronta aos trabalhadores, de acordo com a Federação Sindical e a organização sindical Travail Suisse. Elas são particularmente prejudiciais às mulheres, à classe média e prejudicam a confiança no sistema de aposentadoria existente, dizem elas.

"Se continuar assim, não podemos ver como continuar a apoiar a reforma do 2º pilar (previdência privada)", disse Gabriela Medici, vice-secretária da Federação Sindical, em uma coletiva de imprensa em Berna na sexta-feira (3).

O complexo sistema de aposentadoria suíço se baseia em três pilares: seguro de velhice e de sobrevivência (conhecido como AVS), plano de aposentadoria profissional (muitas vezes chamado de LPP, gerido pelo setor privado) e poupança privada para a velhice incentivada através de incentivos fiscais.

Os sindicatos mostram-se insatisfeitos com os passos dados pela maioria de centro-direita no parlamento para introduzir certas reformas do sistema de aposentadoria. O governo diz que é necessário uma emenda legal para estabilizar o sistema, já que as contribuições e os pagamentos de pensão estão cada vez mais fora de equilíbrio.

Ele propôs aumentar a idade da aposentadoria para as mulheres de 64 para 65 anos - em linha com a dos homens - e aumentar o imposto sobre o valor agregado.

As recentes propostas de reforma da Comissão Social da Câmara dos Deputados resultariam em uma redução das aposentadorias e favoreceriam as pessoas com alto rendimento, de acordo com os sindicatos.

Mas alguns grupos pensam que as propostas do governo ainda são insuficientes. Os jovens radicais, a ala juvenil do Partido Liberal-Radical, entregaram em julho em Berna 145.000 assinaturas para impor um referendo (é preciso 100.000 assinaturas para isso) sobre uma proposta de elevar a idade da aposentadoria para 66 anos até 2032, dos atuais 64 para as mulheres e 65 para os homens.

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