Navigation

Polônia não se curvará à "chantagem" da UE, mas vai buscar resolver disputas, diz premiê

Premiê polonês, Mateusz Morawiecki, discursa durante um debate sobre a Polônia desafiar à supremacia legal da União Europeia (UE), em Estrasburgo, na França 19/10/2021 Ronald Wittek reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. outubro 2021 - 15:33

Por Jan Strupczewski e Benoit Van Overstraeten

BRUXELAS (Reuters) - A Polônia não se curvará à "chantagem" da União Europeia, mas buscará resolver as disputas em curso, disse o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, nesta quinta-feira ao chegar para defender seu país antes de uma reunião de outros líderes em meio a uma escalada acentuada de batalhas ideológicas.

As tensões de longa data entre os nacionalistas governantes da Polônia e a maioria liberal do bloco aumentaram drasticamente desde que o Tribunal Constitucional da Polônia decidiu, em 7 de outubro, que elementos legais da União Europeia (UE) eram incompatíveis com o estatuto do país.

Ao desafiar um princípio central de integração da UE, o caso cria o risco de desencadear uma nova crise no bloco --que ainda luta com as sequelas do Brexit-- bem como de a Polônia perder generosas doações da Europa.

"Algumas instituições europeias assumem o direito de decidir sobre assuntos que não foram atribuídos a elas", disse Morawiecki antes dos líderes nacionais dos 27 países-membros do bloco se reunirem em Bruxelas para uma reunião de dois dias.

"Não vamos agir sob a pressão da chantagem, estamos prontos para o diálogo, não concordamos com as competências cada vez maiores (das instituições da UE), mas é claro que vamos negociar como resolver as disputas atuais no diálogo."

O ministro das Relações Exteriores da França, Clement Baune, disse que "o projeto europeu não existe mais" se as regras comuns deixarem de vigorar.

"Se o diálogo não funcionar, podemos recorrer a vários tipos de sanções", afirmou ele antes da cúpula, quando o presidente da França, Emmanuel Macron, disse a Morawiecki para trabalhar com a Comissão Executiva para encontrar uma solução compatível com os princípios europeus.

(Reportagem adicional de John Chalmers, Gabriela Baczynska, Philip Blenkinsop, Michel Rose, Andreas Rinke, Sabine Siebold)

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.