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Governo britânico resiste a novas medidas contra Covid apesar de alerta de hospitais

Ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, concede entrevista coletiva em Londres 20/10/2021 REUTERS/Toby Melville/Pool reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. outubro 2021 - 20:08

Por Alistair Smout e Michael Holden

LONDRES (Reuters) - O ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, resistiu nesta quarta-feira a apelos de médicos por novas medidas para conter uma onda crescente de infecções de Covid-19, apesar de seus alertas de que os hospitais estão prestes a ficar sobrecarregados.

O Reino Unido registrou 223 mortes novas de Covid-19 na terça-feira, a maior cifra diária desde março, e os casos no país são os mais numerosos da Europa, com quase 50 mil infecções novas informadas nesta quarta-feira.

Javid anunciou acordos para dois antivirais experimentais contra a Covid-19, um desenvolvido pela MSD e pela Ridgeback Therapeutics e outro da Pfizer, reforçando a estratégia de contar com vacinas e remédios para limitar o estrago durante o inverno ao invés de restrições.

Mas ele alertou que as pessoas deveriam se vacinar e receber doses de reforço quando possível, ou então um "Plano B", que envolve medidas limitadas como obrigatoriedade de máscaras, uma ordem de trabalho domiciliar e passes de vacinação para acesso a certos locais, poderia ser acionado.

"Estamos observando atentamente os dados, e não implantaremos nosso Plano B de medidas de contingência a esta altura", disse ele, acrescentando que cinco milhões de pessoas de mais de 16 anos continuam não vacinadas e que os casos podem chegar a 100 mil por dia.

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson disse estar contando com as vacinas, inclusive doses de reforço para os vulneráveis, para evitar lockdowns de inverno, já tendo desativado a economia três vezes.

Mas a vacinação empacou, ficando atrás daquela de vários países europeus, e o programa de doses de reforço começou lentamente.

(Reportagem adicional de Andy Bruce)

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