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"Tudo que necessitamos é liberdade de expressão"

Sua viagem a levou do Malawi até a Irlanda. Hoje Ellie Kisyombe é uma das primeiras ex-refugiadas a se candidatar a um cargo político no país de acolho. Ela é a mais recente entrevistada na nossa série "Vozes globais da liberdade".

Este conteúdo foi publicado em 12. outubro 2021 - 10:00

"Tive que deixar meu país de origem, pois não havia liberdade de expressão naquela época", lembra a mãe solteira de filhas gêmeas de 21 anos. "Nasci em uma família política e em algum momento recebi um sinal claro de que estava na hora de deixar o Malawi", diz.

Em 2010 Kisyombe chegou à Irlanda. E embora tivesse que esperar mais dez anos para se tornar uma residente legal, não esperou para se fazer ouvida pela sociedade.

Kisyombe se tornou uma defensora dos refugiados. Em 2016 lançou o projeto "Nossa MesaLink externo", cujo objetivo é "unir as pessoas, inclusive através da alimentação". Graças ao seu ativismo, ela se tornou uma figura de proaLink externo dos movimentos sociais que lutam pela integração dos migrantes na sociedade irlandesa.

O exercício da liberdade básica na Irlanda não se limitou ao ativismo: Ellie decidiu se candidatar a um cargo público e acabou se tornando a primeira refugiada na história irlandesa a participar da política nacional. Como candidata pelo Partido Socialdemocrata em Dublin, teve um forte apoio até dos outros candidatos. "Em retrospectiva sinto que o que fiz foi certo. Afinal, eu aumentei a conscientização em relação à realidade dos requerentes de asilo, que por muito tempo foi uma comunidade excluída", diz.

Para ela o mais importante foi descobrir que a "liberdade de expressão" é um direito humano básico que pertence a todos, inclusive migrantes que procuram proteção na sociedade de acolho.

Adaptação: Alexander Thoele

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