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Pressão na Suíça por maior flexibilização das restrições

Várias manifestações contra as restrições ocorreram nas últimas semanas no país. Na imagem: demonstração em Wohlen (cantão da Argóvia) em 20 de fevereiro. Keystone / Urs Flueeler

O governo suíço sofre pressão crescente dos cantões e parlamentares para reabrir restaurantes e relaxar as medidas de combate à pandemia em um ritmo mais rápido do que o anunciado.

Este conteúdo foi publicado em 01. março 2021 - 08:22
swissinfo.ch/mga

A partir de segunda-feira (01.03) comércios, museus e espaços de lazer foram reabertos como parte de uma flexibilização escalonada das medidas de restrição.

Entretanto, restaurantes e bares terão que esperar pelo menos até 22 de março e só reabrirão nessa data se a taxa de infecção pela COVID-19 permanecer sob controle.

O governo explicou que, embora o número total de casos de coronavírus tenha diminuído no país, houve um aumento perigoso das infecções com mutações do vírus (mais de 50%), mais contagiosas. Por esta razão, as autoridades insistem que a retomada das atividades deve ocorrer gradualmente.

A decisão provocou protestos de muitos cantões, dos quais vários, esta semana, tiveram de instruir a gastronomia a atender esquiadores nos terraços e varandas. A Associação dos Hotéis da Suíça também relatou perdas adicionais para seus membros durante o inverno. Os protestos foram apoiados por um comitê parlamentar interpartidário que pediu a reabertura dos restaurantes no dia 22 de março, sem exceções.

O grupo acredita que os cantões deveriam ter mais autonomia na estratégia de combate ao Covid-19. As recomendações da comissão não são vinculativas, mas fazem pressão sobre o governo.

No sábado (27.02),  800 manifestantes se reuniram na cidade suíça de Neuchâtel para protestar contra o fechamento de restaurantes. No protesto foram exibidas faixas com slogans como "Tire suas máscaras", "Liberdade" e "Suficiente", mas decorreu sem incidentes.

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