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Luta contra alergia começa na infância

20% das crianças suíças têm alergia a pólen. Keystone

Alergias começam quase sempre com recém-nascidos e crianças em idade escolar. Para especialistas suíços a prevenção é o melhor remédio.

Este conteúdo foi publicado em 10. março 2005 - 12:06

O Centro Suíço para Alergias, Pele e Asma lança agora uma campanha em toda a Suíça para chamar atenção frente a um problema que atinge milhares de pessoas.

Adultos não devem fumar na proximidade de crianças. Casas e apartamentos devem ficar livres de poeira e bolor. O ideal é não criar animais de estimação. Nos primeiros seis meses os recém-nascidos devem ser amamentados.

Essas são algumas das dicas dadas pelo Centro Suíço para Alergias, Pele e Asma, mais conhecido no país pela sigla de Aha!.

Carreira de alérgico

O histórico de alergias é semelhante para a maioria das pessoas. Muitos especialistas chegam a utilizar o termo "carreira de alérgico".

Crianças com tendências ao problema passam comumente por uma seqüência de diversas formas da doença.

Muitos recém-nascidos, por exemplo, já apresentam neurodermite, uma doença dermatológica crônica de origem alérgica. A causa seria o consumo de determinados alimentos como leite de vaca e albumina.

Depois que o problema se dissipa, 50% dessas crianças passam a apresentar sintomas de asma quando elas passam dos dois anos de idade.

A doença é provocada não só pelo chamado vírus sincicial respiratório, que atinge sobretudo crianças, como também pela aspiração de alergênicos como pêlos de animais ou ácaros, os microscópicos aracnídeos que se encontram em bilhões nos tapetes ou nas cama.

Em idade escolar, 20% das crianças passam a ter alergia a pólen. No caso de recém nascidos e crianças pequenas, 15% tinham neurodermite e 7% asma.

Prevenção

A identificação rápida de sinais de manifestação da doença nos primeiros meses de vida da criança e a diagnose através de exames de sangue e pele é o melhor método para acabar com a "carreira de alérgico". Essa é uma forma de evitar que outras alergias surjam.

Se a doença não for reconhecida ou tratada da forma correta, a criança pode ter problemas sérios no decorrer da sua vida.

Por essas razões, o Aha! decidiu lançar uma campanha em toda o país para aconselhar a população. Até agosto especialistas estarão visitando escolas e hospitais até agosto, além de oferecer durante todo o ano cursos para alérgicos e asmáticos.

Em 28 de maio, o serviço de alergologia da clínica dermatológica do Hospital Universitário de Zurique organiza um dia de portas abertas. Nessa época começa a primavera e o ar está cheio de...pólen.

swissinfo e agências

Breves

O Centro Suíço para Alergias, Pele e Asma, mais conhecido como "Aha!", foi criado em janeiro de 2000 como sucessor da antiga Organização de Alérgicos (1935).
Um entre cinco habitantes da Suíça tem problemas de alergia. Mais de 400 mil crianças, jovens e adultos sofrem de asma.
Especialistas acreditam que o problema da alergia se tornará mais grave futuro.
Grande parte das pessoas tem problemas alérgicos pelo menos uma vez na vida.
O objetivo principal da organização "Aha" é funcionar como elo de ligação entre médicos, pacientes e governo.

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Fatos

Muitas pessoas têm uma cronologia semelhante de problemas alérgicos:
Crianças com tendências passam durante sua vida por uma seqüência de doenças alérgicas.
No caso dos recém-nascidos, neurodermite é uma das doenças mais comuns.
Dois anos depois, 50% dessas crianças passar a ter asma.
Em idade escolar muitas delas se tornam alérgicas a pólen.

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