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Liberdade de expressão "tem um preço", afirma Gregório Duvivier

O Brasil nunca foi um grande fã da liberdade de expressão, diz o ator e comediante brasileiro Gregório Duvivier. O apresentador do programa semanal "Greg News" no canal HBO Brasil, popular entre os jovens, responde a questões para a série de entrevistas "Vozes Globais da Liberdade".

Este conteúdo foi publicado em 18. outubro 2021 - 10:00

"Posso ter uma liberdade de expressão como na Suíça, mas isso tem um preço", diz Duvivier.

Depois de interpretar um Jesus gay em especial natalino na Netflix, Duvivier e seus colegas da produtora Porta dos Fundos tiveram que ser protegidos por guarda-costas por vários meses. O estúdio também foi incendiado na véspera de Natal.

Nascido no Rio de Janeiro, filho de um artista plástico e de uma cantora, Duvivier começou a viver da comédia na adolescência. Mais tarde começou a atuar, fazer comédia e escrever. Há oito anos comenta sobre a política brasileira em seus canais.

"Sinto-me muito privilegiado por estar trabalhando para a empresa americana HBO, que não tem nenhuma conexão com o governo brasileiro. Lá posso dizer o que quero, desde que não seja crime", diz o artista de 33 anos.

Duvivier é extremamente crítico sobre a liberdade de expressão no Brasil, o maior e mais populoso país da América Latina (210 milhões de habitantes).

"Acho que a situação nunca esteve tão ruim como agora". Este governo declarou abertamente guerra às minorias", diz, acrescentando que, como comediante independente, é impossível ficar calado e não falar. "Minha obrigação é chegar até os limites".

"O pior problema, o pior risco de limitar a liberdade de expressão, é quando você começa a fazer autocensura", acrescenta.

O especial de Natal sobre um Jesus gay foi inicialmente proibido pela Justiça brasileirar, mas o STF finalmente decidiu o filme "não atentava contra os preceitos cristãos".

Adaptação: Alexander Thoele

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