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Governo suíço avança na introdução da banda 5G

Instalação de uma antena 5G em Berna © Keystone / Peter Klaunzer

O ministério do Meio Ambiente finalizou novas diretrizes para a regulamentação dos limites máximos de ondas a serem emitidas a partir de novas antenas "adaptáveis" 5G na Suíça.

Este conteúdo foi publicado em 24. fevereiro 2021 - 15:24
Keystone-SDA/dos

Na terça-feira, o ministério publicou as diretrizes para cantões e autoridades locais relativas às antenas, que são projetadas para emitir ondas especificamente na direção de um usuário móvel, em vez de em todas as direções.

As diretrizes afirmam notavelmente que embora os valores-limite para o que é considerado uma freqüência "segura" não serão reduzidos - ponto-chave dos esforços do governo para tranquilizar as pessoas em torno da 5G - as novas antenas serão avaliadas de forma diferente.

Como as ondas são direcionadas, elas emitem em média menos radiação do que as antenas normais, afirma o ministério. Isto significa que "um fator de correção pode ser aplicado ao limite de emissão autorizado", o que evitará julgá-las como mastros convencionais.

Esta correção permitirá que as antenas ultrapassem brevemente o limite calculado - mas o fator decisivo será julgado por uma média ponderada de seis minutos. Se esta média for ultrapassada, um mecanismo de limitação incorporado dentro da antena entrará em ação.

Segundo a ministra do Meio Ambiente Simonetta Sommaruga, as diretrizes "garantem a saúde da população, ao mesmo tempo em que ajudam a fazer avançar o processo de digitalização".

A tecnologia 5G, que já está sendo lançada na Suíça, tem sido fonte de muito ceticismo e oposição no país nos últimos dois anos, com vários grupos preocupados com os efeitos sobre a saúde, a privacidade e o meio ambiente.

Diante da pressão pública, alguns cantões suíços, principalmente na parte francófona do país, introduziram moratórias sobre a construção de novas antenas 5G. Os oponentes também lançaram campanhas cívicas. Duas iniciativas populares estão atualmente em andamento; elas têm até meados deste ano para recolher as 100.000 assinaturas necessárias para forçar um voto nacional.

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