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Suíça restitui dinheiro do Lava Jato

O Ministério Público Suíço faz nove investigações penais ligadas à Petrobrás e anunciou a liberação de 120 milhões de dólares para devolução rápida ao Brasil. No total, estão bloqueados na Suíça US 400 milhões.

Este conteúdo foi publicado em 18. março 2015 - 16:19
swissinfo.ch com agências
Manifestante mostra cartaz em protesto contra a corrupção na Petrobrás durante as manifestações do dia 15 de março, em São Paulo. Keystone

A medida foi anunciada em Brasília pelo Procurador-Geral da Suíça, Michael Lauber, que se reuniu hoje, dia 18 de março, com o Procurador-Geral do Brasil, Rodrigo Janot. Ambos abordaram as perspectivas de um trabalho conjunto do escândalo da Petrobrás.

Outros dois representantes do Ministério Público suíço acompanham Lauber. Duas semanas atrás já haviam sido repatriados da Suíça para o Brasil R$ 182 milhões depositados em contas do ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco.

A transferência foi autorizada pelo próprio Barusco, um dos delatores do Lava Jato.

Em comunicado divulgado quarta-feira (18) o Ministério Público Suíço afirma que as investigações descobriram mais de 300 relações de negócios em mais de 30 bancos na Suíça, pelos quais os pagamentos de propinas examinados pelo Brasil, provavelmente transitaram. Os proprietários dessas contas, geralmente abertas com nome de empresas de fachada, são quadros da Petrobrás, intermediários financeiros e, diretamente ou indiretamente, empresas brasileiras ou estrangeiras que pagavam propinas. Estão bloqueados na Suíça um total de 400 milhões de dólares, precisa o comunicado do Ministério Público Suíço.

A liberação rápida da soma é vista na Suíça como vontade de lutar contra a utilização abusiva de sua praça financeira para fins criminais e de restituir esses fundos aos lesados.

 

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