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China e EUA dialogam em Zurique

Jake Sullivan (EUA) e Yang Jiechi (China) participaram de uma reunião no Alasca em março. Afp Or Licensors

Representantes dos governos da China e dos Estados Unidos se encontraram em Genebra para iniciar conversações destinadas a aliviar as tensões entre as duas potências.

Este conteúdo foi publicado em 06. outubro 2021 - 15:00
Keystone-SDA/Reuters/dos

O encontro entre o conselheiro de segurança nacional dos EUA Jake Sullivan e o ministro chinês das Relações Extreriores, Yang Jiechi, ocorre em um momento de "escalada das tensões entre as duas maiores economias do mundo", segundo a agência de notícias Reuters.

Sullivan e Jiechi darão seguimento a uma chamada telefônica entre os presidentes Joe Biden e Xi Jinping, marcada para 9 de setembro, de acordo com uma declaração da Casa Branca, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "gerenciar responsavelmente a competição" entre os dois países.

O presidente Biden tem dito repetidamente que não quer um conflito com a China, embora persista uma série de questões econômicas e de segurança polêmicas, especialmente relacionadas a Taiwan.

Na segunda-feira, a Casa Branca criticou a atividade militar de Pequim no espaço aéreo taiwanês. A China, que reivindica a propriedade da ilha, culpa os EUA pelo aumento das tensões na região.

O conteúdo exato da agenda da reunião de Zurique não é claro, mas há rumores de que uma cúpula presidencial é iminente.

"Acho que a esperança é que isso leve a uma reunião Biden-Xi Jinping, que pode ter que ocorrer virtualmente", disse Bonnie Glaser, do Fundo Marshall na Alemanha, à Reuters.

Sullivan viajará para Bruxelas após as conversações de Zurique para se encontrar com funcionários da OTAN e da União Européia.

Ele irá então para Paris, o último passo nos esforços diplomáticos dos EUA para facilitar as relações com a França.

A tensão vem depois que a Austrália cancelou no mês passado um acordo com a França para o fornecimento de submarinos convencionais e, em vez disso, abriu um novo contrato com os Estados Unidos e o Reino Unido para a construção de submarinos nucleares.

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